‘Pode estar transmitindo um vírus para uma pessoa que não vai ter atendimento’, disse o governador de Minas, enfatizando que estado não tem mais capacidade

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (16/3) para anunciar a aplicação da onda roxa do programa Minas Consciente em todos os 853 municípios do estado, o governador Romeu Zema (Novo) foi enfático em relação à gravidade do momento da pandemia e também sobre as pessoas que não seguem as medidas para evitar a transmissão do coronavírus.
“Num momento como este, qualquer pessoa contaminada a mais pode vir a ser um óbitoa mais, porque o estado não tem mais capacidade de atendimento”, disse Zema durante a apresentação das novas regras para conter a COVID-19.
Diante disso, Zema foi duro ao falar sobre quem desrespeita os cuidados para evitar a infecção pelo coronavírus. “É uma questão humanitária. Todos precisamos ter consciência. Quem sai na rua desnecessariamente, quem faz alguma aglomeração, na minha opinião, pode ser tachado de assassino. Porque ele pode estar transmitindo um vírus para uma pessoa que não vai ter atendimento”, pontuou o governador de Minas Gerais.
A adoção da onda roxa foi anunciada ontem pelo governador. Entre as medidas dessa fase, está o toque de recolher entre 20h e 5h, proibição da circulação de pessoas sem máscara, proibição de reuniões presenciais, entre outras.
A medida é válida por 15 dias e já começa nessa quarta-feira (17/3). “A outra alternativa seria se amanhã a gente conseguisse vacinar toda a população. Estamos atrás de cinco vacinas. Se eles laboratórios fornecerem para estados e municípios, a vacina vai chegar a Minas Gerais”, disse Zema nesta manhã.
O governador avalia que, em até dois meses com vacinação, poderá haver uma queda expressiva no número de casos. Mas, enquanto isso, o “sacrifício” da maior restrição é necessário.
“Estamos aqui para preservar a vida dos mineiros. Tem um custo? Tem. Mas na minha opinião, bem menor do que a vida de todos os mineiros”, pontuou.
Além do governador, participal da coletiva o novo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, e o comandante-geral da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), coronel Rodrigo Sousa Rodrigues.
