Politica Regional

Deputado mineiro denuncia remédios vencidos em quase 16 milhões

Written by adminab

Uma denúncia feita pelo deputado estadual Cleitinho Azevedo (Cidadania) aponta que vários medicamentos, avaliados em R$ 16 milhões, deixaram de ser utilizados pela população do Estado porque perderam a validade. Em um vídeo publicado nesta quinta-feira (8), gravado no almoxarifado central da Secretaria de Estado de Saúde (SES), o deputado mostra ainda equipamentos, como máquinas de raio-x, cadeiras e macas, que estão paradas.

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“Esse galpão abastece o Estado inteiro e a gente descobriu que há medicamentos parados desde 2016, durante a gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT). São medicamentos vencidos. O pessoal fala que o PT é partido que defende os pobres, mas isso aqui é tudo medicamento para atender ao povo carente”, disse o deputado, sem especificar a finalidade dos remédios.

Na gravação, o parlamentar aparece circulando pelos corredores do galpão, localizado em Contagem, e diz que há outros problemas, como macas e cadeiras que, segundo ele, estão paradas. “A quantidade de cadeira de acompanhante que tem aqui (é grande). Eu estou visitando vários hospitais e o acompanhante não tem estrutura, nem dignidade para acompanhar o paciente”, criticou.

O parlamentar diz ainda que há máquinas de raio-x que estariam paradas há dez anos. Ele também questiona o aluguel pago pelo prédio. “Por que o Estado aluga galpão privado? Por que não pega imóveis do Estado e coloca os medicamentos lá? Cadê a transparência?”, criticou, informando que vai acionar o Ministério Público de Minas (MPMG) para investigar o caso.

Por meio de nota, a SES confirmou a existência de medicamentos vencidos, e informou que o fato aconteceu na gestão anterior. “Informamos, ainda, que já está em curso, pela atual gestão SES-MG, uma rigorosa auditoria para avaliar a perda dos medicamentos que o antigo governo não distribuiu”, pontuou, acrescentando que os materiais não podem ser descartados até que a apuração seja finalizada.

Ainda segundo a SES, alguns medicamentos estavam com a data de validade fora das especificações exigidas por lei. “Nestes casos, a atual gestão da SES-MG busca, junto aos laboratórios, a troca por produtos em condições de uso, dentro da validade, sem custo para o Estado”.

Com relação às macas e cadeiras, a secretaria informou ter feito um levantamento dos processos de doação que estavam em cursos ou finalizados. De acordo com a nota, foram identificados que alguns deles “não observaram o critério técnico e legal durante o antigo governo”. Sendo assim, a secretaria disse ter iniciado uma revisão dos processos, e que alguns deles foram revogados. “A partir de então, estão sendo realizados estudos no intuito de levantar as necessidades de cada município e/ou instituições, que possam vir a ser contemplados, por meio da doação desses materiais”.

Sobre o aluguel do galpão, a SES informou que o custo é de R$ 296.631,96 ao mês. “A citada locação foi necessária, em razão do volume de medicamentos, materiais e equipamentos a serem acondicionados, para posterior distribuição, cujo local deveria atender a critérios específicos de climatização e segurança que esse tipo de operação requer, inclusive a questão de logística”.


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