Mundo Saúde

Fungo Resistente a Medicamentos se Espalha em Hospitais da Europa*

Um alerta crítico foi emitido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC) sobre a propagação de um fungo letal e resistente a medicamentos em hospitais europeus. O fungo, conhecido como Candidozyma auris (C. auris), está causando infecções fatais em pacientes críticos e representa um desafio significativo para a saúde pública.

*O que é o C. auris?*

O C. auris é um fungo que pode causar infecções graves na corrente sanguínea, conhecidas como candidemia. Ele é resistente a múltiplos medicamentos antifúngicos utilizados na primeira linha de tratamento, o que torna difícil controlar a infecção.

*Propagação na Europa*

De acordo com o ECDC, mais de 4.012 casos de infecção por C. auris foram documentados entre 2013 e 2023 em países da União Europeia e Espaço Econômico Europeu. Em 2023, foram reportados 1.346 casos em 18 países, representando um aumento de 67% em relação ao ano anterior.

*Países mais afetados*

Os países mais afetados pela propagação do C. auris são:

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– Espanha: 1.807 casos acumulados na década (45% do total de casos na Europa)
– Grécia: 852 casos
– Itália: 712 casos
– Romênia: 404 casos
– Alemanha: 120 casos

*Desafios no controle*

A transmissão do C. auris ocorre por contato direto com fluidos corporais de pacientes infectados ou com superfícies contaminadas. A identificação precisa do fungo requer testes laboratoriais especializados, e a falta de vigilância sistemática e notificação obrigatória em muitos países europeus pode estar subestimando o número real de casos.

*O que pode ser feito?*

É fundamental que os hospitais e as autoridades de saúde pública tomem medidas para prevenir a propagação do C. auris. Isso inclui a implementação de protocolos de higiene e controle de infecção, além de investimentos em pesquisas para desenvolver novos tratamentos eficazes.

*Conclusão*

A propagação do C. auris em hospitais europeus é um problema grave que exige atenção imediata. É importante que os profissionais de saúde e as autoridades de saúde pública trabalhem juntos para controlar a propagação desse fungo letal e proteger a saúde dos pacientes.

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Jornalista Dom Lele Botelho

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