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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu, nesta terça-feira (23), a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, com um discurso marcado por críticas às sanções arbitrárias impostas por grandes potências e pela defesa de um mundo mais justo e inclusivo.
Lula afirmou que os princípios que deram origem à ONU estão sob ameaça e que o multilateralismo vive sua “crise mais grave”. Segundo ele, ataques à soberania nacional, intervenções unilaterais e restrições econômicas injustificadas estão se tornando cada vez mais comuns no cenário internacional.
“Nossa democracia e nossa soberania não são negociáveis”, declarou o presidente, ressaltando que o Brasil escolheu resistir a pressões externas para defender suas instituições.
O chefe de Estado brasileiro também destacou que a desigualdade social é inimiga direta da paz e da democracia, citando a fome, a pobreza, as diferenças salariais entre homens e mulheres e a exploração do trabalho precário como problemas globais que precisam de resposta urgente.
Em um dos momentos mais fortes do discurso, Lula afirmou que “a única guerra de que todos podem sair vencedores é a que travamos contra a fome e a pobreza”. O presidente pediu maior cooperação internacional para o enfrentamento da insegurança alimentar e defendeu que recursos hoje destinados a armamentos sejam redirecionados para políticas de inclusão social.
Entre as propostas apresentadas, o brasileiro sugeriu medidas de alívio da dívida externa dos países mais pobres e a criação de padrões mínimos de tributação global para que os mais ricos contribuam de forma proporcional.
O discurso reforçou a posição do Brasil como voz ativa na defesa da soberania dos países em desenvolvimento e no combate às desigualdades.
