
Doriedison Botelho
Doriedison Botelho , Consultor Politico, Gestor Público, Gestor Ambiental, Bacharel em Ciência Politicas.
Os Partidos pequenos e médio querem que continuem a resolução do TSE que definiu o coeficiente partidário para as eleições passadas , a volta das coligações proporcionais e diminuir de 30% para 15% as cotas de mulheres e manter 15% as cotas para negros.
Passadas as eleições municipais, partidos pequenos e médios ensaiam um movimento no Congresso para tentar promover a volta das coligações proporcionais a partir de 2022 — principal novidade das eleições deste ano, a nova regra diminuiu, em média, a fragmentação partidária no Legislativo municipal. A iniciativa, porém, encontra a resistência de partidos maiores e a oposição declarada do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.
As siglas menores temem que a proibição de coligações dificulte que elas atinjam a cláusula de barreira, dispositivo legal destinado a tentar reduzir a pulverização partidária no país.
A expectativa, de acordo com parlamentares a favor da nova mudança, é que o tema seja abordado formalmente a partir de março do ano que vem, já que mudanças nas regras eleitorais devem ocorrer até um ano antes do pleito. A ideia conta com apoio de Podemos, Patriota, Solidariedade, Rede, PSL e de legendas maiores do centrão, como o PP.
— Vamos discutir isso após o 2º turno, mas, de fato, o fim das coligações gerou transtornos, aumentou muito o número de candidatos. Acredito que todos querem discutir a reforma política, porque tem muito ajuste a ser feito — afirmou a presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP).
O líder do Patriota na Câmara, deputado Fred Costa (MG), afirma que “está aumentando o sentimento no Congresso” pelo retorno das coligações, porque há “vários parlamentares preocupados após as eleições municipais”.
O retorno das coligações não é visto como a melhor solução por outra parcela do Congresso e por especialistas, já que a mudança ocorreu justamente para diminuir a quantidade de partidos no Legislativo.
