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Bolsonaro critica o Ministério Publico do Rio de Janeiro “não apura atos de corrupção”

Written by adminab
Presidente deu a declaração ao ser questionado sobre operação que teve ex-assessores de Flávio Bolsonaro entre os alvos. Bolsonaro também fez críticas ao governador Wilson Witzel.
Bolsonaro falou com jornalistas sobre investigações no Rio de Janeiro ao sair da residência oficial do Palácio da Alvorada — Foto: Guilherme Mazui/G1

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira (20) que o Rio de Janeiro é o estado mais corrupto do país e que o Ministério Público não age para investigar servidores e políticos envolvidos em corrupção.

Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, sobre a operação, deflagrada na quarta-feira (18), que teve entre alvos de mandados de busca e apreensão ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), um dos filhos do presidente.

A operação apura supostas “rachadinhas”, termo que designa a prática de servidores públicos de um gabinete darem parte do salário para a autoridade política que os contrata. As investigações se referem ao período em que Flávio foi deputado estadual no Rio.

Ao defender o filho, Bolsonaro fez críticas ao Ministério Público. Além de jornalistas, ele se dirigiu a apoiadores que esperam o presidente todas as manhãs na saída do palácio.

“Você já viu o MP do Estado do Rio de Janeiro investigar qualquer pessoa, qualquer ato de corrupção, qualquer deslize, qualquer agente público do Estado? Olha que o estado mais corrupto do Brasil é o Rio de Janeiro. Já viram ou não? Nunca viram, né”, afirmou o presidente.

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Bolsonaro, a exemplo do que fez em declarações recentes, repetiu insinuações de que vem sendo vítima de perseguição do governador do Rio, Wilson Witzel. Na visão de Bolsonaro, o governador tem a intenção de ser presidente da República.

“O governador quer ser presidente. É direito dele ser presidente, mas não desse jogo sujo que está aí. O Brasil está dando certo. Investiguem o que bem entender, mas não dessa forma”, afirmou.

A assessoria de imprensa do Governo do Rio de Janeiro informou que Witzel não vai se posicionar sobre as declarações. Em agenda pública nesta sexta, o governador não deu entrevistas.

G1 procurou o Ministério Público do Rio e aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

Bolsonaro também atacou a TV Globo. Ele disse que teve informações de que a emissora colocaria no ar diálogos entre “bandidos” citando o nome do presidente.

“Tinham acertado, não posso provar, não posso comprovar. Levantamos, corri atrás, sistema de informações, gente que eu conheço também. Estavam acertados diálogos entre bandido no Rio de Janeiro citando o meu nome. Ele vinha aqui buscar dinheiro, agora não vem mais. Esses são os diálogos, que iam ser colocados na Globo à noite, com exclusividade. Como é que eu ia me justificar? Conseguimos descobrir isso aí”, afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro disse ainda que o procurador-geral do Rio, Eduardo Gussem, passou informações sigilosas das investigações sobre Flávio para o “chefe da reportagem da Globo”.


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