
O delegado regional, da 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil, Paulo Tavares Neto e a delegada adjunta Camila Batista Alves, convocaram uma coletiva com a imprensa no final da tarde desta quarta-feira (9) onde falaram sobre as investigações em andamento, sobre o assassinato do sargento Célio Ferreira, da Polícia Militar, ocorrido durante uma operação policial no Bairro São João no último dia 27.
Segundo o delegado regional, o assassinato do militar foi premeditado.
A coletiva foi convocada após a prisão de mais um suspeito envolvido no crime, o proprietário da casa onde o crime ocorreu.
Conforme os delegados, as investigações apontaram que o homem atraiu os policiais à sua casa, com a informação de que seu filho estaria sendo ameaçado de morte. Após acionar os policiais, o proprietário do imóvel comunicou aos traficantes sobre a ida dos militares, além de apontar o cômodo da casa onde eles aguardavam a chegada dos mesmos. “Tanto foi premeditado que o filho que ele disse estar sendo ameaçado, na verdade estava junto dos dois presos pelo assassinato. Ele observou o crime à distância”, informou a delegada.

Quem deu as ordens para execução
Segundo Paulo Tavares, no dia do crime, o traficante chefe da “Gangue do Lucas”, que comanda o tráfico no bairro São João, foi preso. Na ocasião ele negou qualquer participação no caso. Ainda de acordo com o delegado, já se sabe que foi ordenado o crime contra a PM e que o autor dos disparos era o “braço direito dele”, por isso executou o assassinato. “Mas há ainda muito a ser feito. Investigamos ainda se há algum mandante de fora”, disse ele.
Paulo Tavares disse também que o dono da casa, que atraiu os militares, tem dois filhos menores, sendo um usuário de drogas e outro traficante. Ele disse à Polícia Civil que estava bêbado no dia do crime, e muitas vezes caiu em contradições. “O senhor preso alega que bebeu no dia do assassinato, de 17h às 21h”. Ele foi apontado no dia do crime como sendo a “peça chave” para elucidar o caso. Ainda durante a manhã de hoje, outros mandados foram cumpridos.
Ao final da coletiva os delegados pediram para que a população ajude na solução de crimes na cidade. “Isso é inerente à cidadania. Não podemos permitir que o crime se organize” destacou o delegado.
A delegada Camila Alves, agradeceu o empenho dos militares, que mesmo abalados, vêm auxiliando nos trabalhos. A delegada ainda deu um recado aos criminosos da cidade. “Quem deseja continuar nessa prática e acredita que ficará impune, deixamos claro aqui a união das instituições de segurança no combate ao crime”, finalizou a delegada.

