por Assessoria de Comunicação
O Governo Municipal de Santana do Paraíso, promoveu uma reunião na área da Lagoa da Prata, bairro Ipaba do Paraíso.

A Equipe de saúde do bairro, acompanhada do médico responsável, Dr. Gildázio, Representantes da Vale, Cenibra, Departamento de Meio Ambiente, Vigilância em Saúde, Atenção Básica e usuários, debateram sobre a esquistossomose, endemia que vem preocupando as autoridades municipais no bairro Ipaba.
Após ampla abordagem do tema, o grupo decidiu que será feito uma análise da água da lagoa, esse trabalho será realizado pela Cenibra. De posse do resultado da análise serão executadas algumas mudanças e adequações para que a população do Ipaba do Paraiso possa usufruir do local que é um verdadeiro cartão postal da cidade, muito utilizado como lazer para os moradores.
De volta à unidade de saúde, Dr. Gildázio fez uma palestra falando sobre o assunto, já tomando as primeiras providencias, como a colocação de placas na lagoa, indicando que a agua estará passando por testes com a finalidade de saber se está apropriada ou não para banho.
Segundo a prefeita Luzia de Melo, desde que detectou os primeiros casos de esquistossomose no bairro, a prefeitura, vem tomando providencias. “Nós estamos preocupados com a situação. Nossa equipe de saúde vem realizando campanhas educativas e conversando com a população para nos ajudar. Precisamos combater principalmente o caramujo, que surgido muito no bairro, e é o principal causador da doença”.
A esquistossomose é uma doença causada pelo Schistosoma mansoni, parasita que tem no homem seu hospedeiro definitivo, mas que necessita de caramujos de água doce como hospedeiros intermediários para desenvolver seu ciclo evolutivo.
A transmissão desse parasita se dá pela liberação de seus ovos através das fezes do homem infectado. Em contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas que morrem se não encontrarem os caramujos para se alojar. Se os encontram, porém, dão continuidade ao ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e posteriormente os homens penetrando em sua pele ou mucosas.
A esquistossomose chegou às Américas Central e do Sul provavelmente com os escravos africanos e ainda hoje atinge vários estados brasileiros, principalmente os do Nordeste.
A doença tem uma fase aguda e outra crônica.

Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas como coceiras e dermatites, febre, inapetência, tosse, diarreia, enjoos, vômitos e emagrecimento.
Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de diarreia podem alternar-se com períodos de obstipação (prisão de ventre) e a doença pode evoluir para um quadro mais grave com aumento do fígado (hepatomegalia) e cirrose, aumento do baço (esplenomegalia), hemorragias provocadas por rompimento de veias do esôfago, e ascite ou barriga d’água, isto é, o abdômen fica dilatado e proeminente porque escapa plasma do sangue.
