Gastos de setembro só fecharam devido a cortes e remanejamentos. “Contamos com liberação de recursos. Não temos de onde tirar”, diz decana

O novo bloqueio do governo federal nas bolsas de pós-graduação que seriam ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) é mais uma notícia ruim para a Universidade de Brasília (UnB). A soma de problemas orçamentários devido ao contingenciamento de recursos do Tesouro já atinge áreas de necessidades básicas para manutenção da universidade, como o pagamento das contas de água e de energia elétrica. Com R$ 48,2 milhões bloqueados desde maio deste ano, a instituição federal brasiliense não tem mais de onde cortar.
“Estamos vivendo um dia de cada vez. É um ambiente de muita preocupação e instabilidade. Trabalhamos alternativas para viabilizar o fechamento do mês. A nossa missão, como universidade, é o ensino, a pesquisa e a extensão. Temos tentado manter as unidades acadêmicas preservadas, mas não conseguimos evitar os 30%”, lamentou a decana.Dos R$ 154,6 milhões autorizados pela Lei Orçamentária Anual (LOA) na Fonte Tesouro (aporte do governo federal), R$ 48,5 milhões estão retidos. Considerando-se os valores destinados à manutenção (custeio), o percentual bloqueado chega a 39,1%. “A liberação gradual de recursos estava em 58%. O governo liberou mais 7% na segunda-feira [02/09/2019], o que significariam 65%. No entanto, só temos autorização para usar 60%, pois os outros 40% estão bloqueados. É uma conta que não fecha”, ressalta Denise.
