
Por unanimidade, os 14 vereadores presentes na reunião extraordinária desta quinta-feira, 22, aprovaram o Projeto de Lei n°3.029/2019 que concede reposição da inflação equivalente a 3,43% (três vírgula quarenta e três por cento) aos servidores públicos municipais do Poder Executivo de Coronel Fabriciano. Viu-se necessária, com base no INPC – Índice Nacional de Preço Consumidor, realizar a recomposição referente às perdas inflacionárias de um ano para devolver o poder de compra do servidor.
Além da recomposição, fica instituído ao servidor o direito de auxílio alimentação no valor de R$ 50,00 (cinquenta reais) a partir de Setembro de 2019, sendo majorado a R$100,00(cem Reais) a partir de Janeiro de 2021; fica reajustado o percentual de retorno de férias para 60% (sessenta por cento), aplicando-se a todos os servidores públicos municipais.
Segundo o Prefeito Dr. Marcos Vinicius a os benefícios concedidos são vistos como uma forma de valorização do Servidor Público Municipal. “Sabemos o quanto é importante termos trabalhadores motivados e que se sintam respeitados, pois isso reflete no atendimento e na prestação de serviços ao cidadão”, disse. Segundo o prefeito, as propostas foram apreciadas pela assembleia geral dos trabalhadores e com o Sindicato para que o servidor de fato fosse ouvido e se sentisse atendido. “O que fizemos foi acompanhar a inflação, ou seja, se o preço dos produtos e a qualidade de vida aumentaram, consequentemente o salário também tem que acompanhar este aumento, concluiu”.
A presidente do SINTMCEF – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Coronel Fabriciano, Sirlene Vaz de Moura também se manifestou sobre a votação ocorrida na câmara. “Quem decide o rumo da campanha salarial não é o Sindicato, mas sim os servidores. Agradecemos o empenho da Administração em atender as reinvindicações, pois algumas foram solicitadas por 10 anos, como por exemplo, o auxílio alimentação,” afirma a presidente.
Duas emendas propostas pelos vereadores Marcos da Luz, Thiago Lucas e Edem Almeida, do PT (Partido dos Trabalhadores) foram rejeitas, pois constitucionalmente o Legislativo não pode gerar custos para o Executivo, como era o caso. “A câmara é uma casa democrática e as emendas caíram, pois constatou-se que não agregavam ao projeto. A casa legislativa respeita os servidores e por isso aprovou por unanimidade o projeto,” ressaltou o Presidente do Legislativo, Adriano Martins.
