O uso crescente das redes sociais para a aplicação de golpes levou o estelionato virtual ao topo do ranking de crimes cibernéticos em Belo Horizonte. A primeira posição, que era historicamente ocupada pelas ameaças, cedeu lugar a fraudes como clonagens de contas do WhatsApp, roubos de dados por meio de links para promoções fictícias, o chamado “golpe do amor” (veja abaixo como funciona), e até a oferta de dinheiro falso. Foram 402 ocorrências no primeiro trimestre de 2019, alta de 29% sobre as 311 registradas no mesmo período do ano passado, segundo último balanço da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos (DEICC) da Polícia Civil (PC).

O uso crescente das redes sociais para a aplicação de golpes levou o estelionato virtual ao topo do ranking de crimes cibernéticos em Belo Horizonte. A primeira posição, que era historicamente ocupada pelas ameaças, cedeu lugar a fraudes como clonagens de contas do WhatsApp, roubos de dados por meio de links para promoções fictícias, o chamado “golpe do amor” (veja abaixo como funciona), e até a oferta de dinheiro falso. Foram 402 ocorrências no primeiro trimestre de 2019, alta de 29% sobre as 311 registradas no mesmo período do ano passado, segundo último balanço da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Cibernéticos (DEICC) da Polícia Civil (PC).
Já as ameaças, que lideravam os crimes cibernéticos mais cometidos nos últimos anos, apresentaram redução de 7% neste início de 2019, caindo de 413 para 383 em comparação com o primeiro trimestre de 2018.
Os golpes pela internet também cresceram de forma significativa em Minas Gerais, subindo 43% em janeiro, fevereiro e março deste ano, passando de 965, no mesmo período de 2018, para 1.378 casos.
O produtor de eventos Vinícius Freitas, de 32 anos, também teve o número “clonado”, mas em julho de 2018. “Pensei que fosse um problema de sinal. Quando cheguei em casa, minha irmã me perguntou se eu tinha conseguido o dinheiro de que estava precisando, e foi então que descobri o golpe. Depois fui ver que pediram não só para parentes, mas até para alguns fornecedores do meu trabalho”, completou.
Mais uma vez, ninguém chegou a transferir dinheiro para o criminoso. Após acionar o aplicativo, Freitas ficou com o número bloqueado por uma semana e, após esse período, conseguiu retomar o controle da conta.
Conforme o delegado Guilherme da Costa Oliveira Santos, quem aplica este golpe acaba cometendo dois crimes em um. “A invasão do dispositivo pessoal é um e o estelionato, praticado quando pedem dinheiro para amigos e parentes se passando pela vítima, é outro. Se for presa, essa pessoa responderá a processos por estes dois crimes”, afirma.
Procurado pela reportagem, o WhatsApp confirmou que, infelizmente, o aplicativo vem sendo alvo de golpes. “Por conta disso, o WhatsApp implementou um alerta nas mensagens de verificação de conta, avisando seus usuários a não compartilharem o código recebido via SMS, uma vez que essa senha é pessoal e dá ao usuário a segurança de acesso. O alerta já está disponível para instalações no sistema Android e, em breve, chegará ao iOS”, pontuou.
A empresa ainda orientou os usuários em casos de tentativa de roubo de conta. “O WhatsApp também ressalta que a criptografia de ponta a ponta do aplicativo não é comprometida. Ou seja, o golpista não tem acesso a mensagens anteriores que estão armazenadas no seu telefone. Se o problema persistir, entre em contato com a equipe de atendimento do WhatsApp em support@whatsapp.com”, finalizou.
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