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Nova Câmara, velhos gastos: conheça os deputados “mais caros” em 2019

Written by adminab

Com seis meses de atividade nesta nova legislatura, eleita em 2018, a Câmara dos Deputados registrou um custo de ao menos R$ 69,5 milhões aos cofres públicos com a cota parlamentar. Os números, contudo, ainda podem mudar. Isso porque congressistas têm até 90 dias para registrar as despesas na Casa. Em uma legislatura na qual houve 47,3% de renovação, os novatos estão no topo da lista dos mais gastadores. Até o momento, o deputado Cássio Andrade (PSB-BA) foi o que mais gastou da cota parlamentar, R$ 242.981,79. O mais econômico foi do DF, Paula Belmonte (Cidadania) tem apenas R$ 201,88 registrados até agora.

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Entre a maior parte dos custos do deputado Andrade, estão R$ 102,9 mil em “divulgação da atividade parlamentar”, R$ 57 mil com consultorias de pesquisas e trabalhos técnicos e R$ 27,8 mil com combustíveis e lubrificantes. O Metrópoles entrou em contato com o parlamentar, que explicou manter a produção de uma espécie de jornal impresso para distribuir nos municípios do estado onde “a internet não chega”. A tiragem da publicação é mensal.

“São jornais informativos, porque somos muito cobrados. Além de ser deputado federal, sou presidente do PSB no estado do Pará, que tem 144 municípios. Do total, visitei 87 deles. Eu não sou parlamentar de segmento religioso nem empresarial. Ninguém me colocou no mandato, por isso invisto nisso, principalmente para fazer a divulgação”, explicou o deputado.

Apesar de Andrade afirmar que abriu mão de algumas despesas “desnecessárias”, como aluguel de carro e gabinete alternativo no estado, constam, nos registros de gastos dele, R$ 6,2 mil em “manutenção de escritório de apoio à atividade parlamentar”. Detalhe: ele informou que utiliza uma sala comercial dele mesmo para isso – e a Câmara banca duas taxas, de condomínio e internet.

Questionada pela reportagem, a deputada afirmou que as despesas foram “proporcionais aos ataques que as liberdades individuais têm sofrido”. Foi, segundo ela, o meio que conseguiu para o enfrentamento dessas questões. “Dizem respeito às liberdades individuais, aos direitos da população negra, das mulheres, dos direitos dos trabalhadores, e dos LGBTs para combater, por exemplo, a reforma da Previdência. Os serviços de comunicação e de consultoria foram utilizados como atos para combater esses ataques”, completou.

O segundo deputado mais caro do DF foi Júlio César Ribeiro (PRB), com R$ 104,8 mil — R$ 34 mil com consultores, R$ 33,8 mil em divulgação, R$ 22 mil em fretamento de veículos automotores, R$ 10,8 mil em combustível, R$ 1,7 mil para o gabinete paralelo, R$ 1,5 mil em contas telefônicas, R$ 804 para alimentação e R$ 79 para serviços de táxi e estacionamento.

Na terceira posição ficou Celina Leão, com R$ 83 mil. Do total, R$ 62 mil com comunicação, R$ 15,2 mil com locação de carro, R$ 2,6 mil para escritório de apoio, R$ 2,5 mil em combustível, R$ 408 para telefonia, R$ 181 em serviços postais. A reportagem entrou em contato com Ribeiro e Celina, mas, até a última atualização da matéria, não obteve retorno.










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