O Ministério Público afirmou nesta quarta-feira que não estão descartadas novas prisões em decorrência da Operação Dolus em Ipatinga.

Segundo o promotor Fábio Finotti, existem novas denúncias com relação à operação e indícios do envolvimento de outras pessoas.
“Nós temos prazos determinados para concluir as investigações, mas é possível dadas as complexidades, de pedir prorrogações. Estamos observando rigorosamente os prazos processuais, de oferecimento de denúncia e não é possível dizer quando vão terminar as apurações. Precisamos aprofundar um pouco mais porque após o início da operação [Dolos] tiveram pessoas que nos procuraram e relataram fatos em teses criminosas que nós precisamos apurar”, finaliza.
VEREADOR MAZINHO : Negociaram até sorvetes
Na apuração do caso que envolve o vereador Mazinho a denúncia aponta que ele contratava funcionários “fantasmas”, para prestação de serviços na Casa, mas esses não exerciam suas funções junto ao Poder Legislativo Municipal.
“Com relação ao Masinho, nós temos uma nova imputação de quadrilha. Há também outros servidores, além dos fantasmas, que formaram a quadrilha para a prática do crime de peculato. Uma das servidoras “fantasmas” do vereador tinha uma sorveteria. Em troca do salário, ela repassava sorvetes para projetos sociais ligados ao vereador. As investigações continuam e estamos atentos aos novos fatos”, explica o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco, Bruno Schiavo.
De acordo com o Ministério Público, além do enriquecimento ilícito, o dinheiro exigido dos assessores servia para fortalecimento dos vereadores em bairros, visando as eleições municipais. Ao todo, 12 pessoas foram denunciadas na operação, entre vereadores, assessores, contadores, corretores de imóveis e comerciantes.
São investigados no esquema, segundo o Gaeco, os ex-vereadores Paulo Reis (PROS), Rogério Antônio Bento (sem partido), José Geraldo de Andrade (Avante) e Wanderson Gandra (PSC), que perderam mandato ou renunciaram ao cargo na Câmara, além dos vereadores Gilmar Ferreira Lopes (suspenso do partido), Luiz Márcio Rocha (suspenso do partido) e Osimar Barbosa (PSC), que estão afastados.
A Operação Dolus segue a todo vapor . Em Breve novas informações.
