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Fique atento: fake news sobre fechamento de igreja em Joanésia é noticia falsa pode levar pessoas para prisão

Written by adminab

Às vésperas das eleições, que acontecem neste domingo para a escolha de prefeitos e vereadores em todo o país, cresce a disseminação de fake news ou notícias falsas divulgadas como verdadeiras. Neste sabado (14), por exemplo, circulou, em grupos de Whatsapp, a informação de que o prefeito atual Denilson apoiador da candidatura de Aiken estaria com um decreto para fechar as igrejas evangélicas.

O JVN entrou em contato com o candidato a prefeito Aiken Cristhian do Partido Democrático Trabalhista, e mesmo ficou supresso com a grande quantidade de fakes news na cidade, estão desesperados e com fome de poder, criaram um fakes de uma pesquisa falsa e agora querem colocar os evangélicos contra a nossa candidatura. A todos cristão deixo um versículo da palavra de Deus João 8:32. Finalizou AIken.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor deve estar muito atento para não ‘embarcar’ nesses conteúdos e se atrapalhar na escolha dos candidatos que possam representá-lo neste pleito. Dados de pesquisa inédita do TSE divulgados em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que a frequência de mensagens sobre desconfiança no sistema eleitoral foi exponencialmente superior em 2018, mas neste ano desponta como o segundo ano com mais conteúdos.

Intitulado “Desinformação On-line e Eleições no Brasil”, o levantamento abordou a circulação de conteúdos que incitam a crença na existência de fraudes nas urnas e de manipulação eleitoral no Brasil distribuídos no Facebook e no YouTube, entre os anos de 2014 e 2020. O volume de publicações que confronta o sistema eleitoral saltou em 2018, no contexto da corrida presidencial, mas manteve essa tendência de alta agora, nas eleições municipais.

Esses dois anos somados (2018-2020) representam metade dos posts no Facebook (48,2%) e no YouTube (45,35%). Do mesmo modo, juntos, somam 50.931 postagens com links, o que representa praticamente metade (49,1%) do total de 103.542 publicações analisadas ao longo desses sete anos do levantamento.

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Posts e URLs sobre a suposta existência de urnas e de manipulação eleitoral no Brasil ganharam corpo no Facebook e no YouTube. A circulação dessas publicações mantiveram ritmo crescente entre eleições (2015,2017 e 2019, em anos de eleições gerais (2014 e 2018) e em anos de eleições municipais (2016 a 2020).

Em sete anos, foram identificadas 337.204 publicações que colocavam sob suspeita a lisura das eleições no Brasil. A maior parte, 335.169, foi localizada no Facebook e soma 16.107.846 interações. O restante corresponde a 2.035 postos no YouTube com 23.807.390 visualizações. 

Com o resultado, o TSE quer fortalecer o programa de enfrentamento à desinformação com mais dados para toda a sociedade construir ações de maneira mais transparente e ágil.

Indícios de fake

Segundo o professor de Direito Eleitoral, Raphael Maia, essa enxurrada de fakes tende a criminalizar a política, com o objetivo de eleger pessoas que se dizem fora da política. “Acho fundamental, sempre quanto surgir alguma ‘notícia’ que seja alarmante, que convoque as pessoas a compartilhar, que as pessoas verifiquem, pois é indício de fake, que busquem órgãos oficiais, como o TSE ou o TRE para conferir as informações”, recomenda.

Segundo o especialista, normalmente as fakes começam sempre com texto com bastante alarde, como atenção ou fique ligado, e termina pedindo para que as pessoas compartilhem com o maior número de pessoas possível, indicativo natural de que é algo que não é verdadeiro. “Os sentimentos das fakes tendem a levar o ódio e o medo. Normalmente, vai despertar a ira das pessoas e o medo de que algo vai ser ruim. Trabalha com a emoção das pessoas”, alerta.


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