O Presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, falou sobre novas convocações em audiência pública realizada no dia 1° de outubro.
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Durante uma audiência pública realizada na Comissão de Trabalho, Administração e Serviços Públicos (CTASP) da Câmara dos Deputados, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou 800 contratações de aprovados no concurso de 2014. Esses se somariam aos 2 mil PCDs contratados recentemente pelo banco.
“Nós do conselho diretor aprovamos mais 800 contratações”, disse o presidente da estatal.
No entanto, para que as chamadas possam de fato ocorrer, será necessária a aprovação do ministro da Economia, Paulo Guedes,e da aprovação do Conselho de Administração. O pedido será feito na próxima reunião do conselho.Continua depois da publicidade
Apesar das contratações, o déficit nas agências continua preocupante, como alertou o diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dionísio Reis, em nota publicada no site do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo.
“A contratação dos PCDs ainda não atende ao percentual exigido por lei e o anúncio da contratação de mais 800 empregados, ainda é muito pouco para suprir a demanda reprimida das agências e mesmo somado nem sequer repõe as três mil demissões ocorridas só neste ano”, alertou.
Durante a audiência, a deputada Erika Kokay, solicitante do encontro, apresentou alguns números da pesquisa da Fenae. A pesquisa aponta que 60% dos empregados se dizem sobrecarregados, em situação de assédio moral, temendo a reestruturação, mudanças bruscas na vida funcional.
Além disso, afirmam sofrer com planos de metas impostos sem discussão. O presidente afirmou não estar a par de casos de assédio dentro da empresa.
Convocações de PCDs foram feitas por conta de determinação judicial
Os PCDs aprovados no concurso de 2014 e convocados este ano tomaram posse em julho. Na época, Pedro Guimarães falou sobre o compromisso da Caixa em fortalecer uma cultura de respeito e valorização da diversidade, além de promover a igualdade de oportunidades.
“Nós estamos fazendo essa contratação porque a Caixa precisa e nós temos essa dívida com vocês”, destacou.
E complementou: “Os 5% são o mínimo, mas o mais importante é que essas pessoas sejam incluídas e façam parte naturalmente da sociedade”.
