Brasília — 14 de janeiro de 2026

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou neste domingo que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS identificou indícios de envolvimento de “grandes igrejas” e líderes religiosos em um esquema de fraudes que lesa aposentados e pensionistas.
Segundo Damares, a comissão parlamentar teria sofrido pressões de setores ligados a instituições religiosas para tentar impedir o avanço das investigações desde que os nomes de líderes começaram a surgir nas apurações.
Em entrevista ao SBT News, a senadora afirmou que a CPMI tem encontrado templos e pastores em meio às fraudes com descontos indevidos e empréstimos consignados feitos sem autorização de beneficiários. “Quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes’”, disse Damares.
A CPMI do INSS foi criada no Congresso Nacional para apurar um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A comissão já analisou milhares de documentos e identificou centenas de empresas e operações sob suspeita.
De acordo com Damares, o trabalho da comissão “está chegando em lugares que a gente jamais imaginava” e deve continuar com força, com expectativa de apresentação de um relatório preliminar ainda em fevereiro.
Reação de líderes religiosos
A declaração da senadora gerou reação pública de pastores e líderes evangélicos.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, criticou duramente as declarações e cobrou que Damares apresente provas ou nomes concretos de igrejas ou líderes envolvidos nas fraudes. Malafaia chamou a senadora de “linguaruda” em vídeo divulgado nas redes sociais, afirmando que as acusações generalizam e denigrem instituições religiosas sem evidências claras.
