Os partidos da oposição vão tentar usar as proposições para diminuir o impacto fiscal da PEC que muda as regras da aposentadoria
A sessão plenária para votar a reforma da Previdência, tem, pelo menos, mais 16 destaques e emendas aglutinativas. Os partidos da oposição vão tentar usar as proposições para diminuir o impacto fiscal da proposta.
O líder do bloco, Alessandro Molon (PSB-RJ), explicou que a aprovação do texto-base no primeiro turno é “lamentável” e que os parlamentares se atentaram para o efeito nas contas públicas, mas não olharam para os aspectos sociais.
“É preciso achar o equilíbrio ideal entre esses dois lados, para que a dose do remédio não vire veneno, tanto para o povo como para a nossa economia. Infelizmente, não foi isso que vimos aqui hoje ”, disse.
“Vamos lutar, agora, para reduzir os impactos negativos dessa reforma por meio dos destaques.” Entre eles, a proposta que estabelece um piso de um salário mínimo para as pensões, apresentada por PCdoB e PSC.
Já acordada com o governo, a emenda aglutinativa do DEM mexe na aposentadoria das mulheres. A alteração vai permitir que elas recebam 60% do benefício quando completarem 15 anos de contribuição. Após atingirem esse patamar, poderão ganhar 2% a cada ano a mais na ativa. Pela proposta que foi aprovada na Continua depois da publicidade
Emenda apresentada pelo PSL faz com que a idade mínima de aposentadoria seja de 52 anos para mulheres e de 53 anos para homens, além de previsão de um pedágio de 100%. Ou seja, se restam três anos para se aposentar, o agente teria de trabalhar mais seis anos.
O acordo também estabeleceria a integralidade na aposentadoria, que, na prática, permite ao policial ganhar o benefício com o salário integral da ativa e receber reajustes dados a quem ainda atua nas corporações.
