Politica Regional

Cidadania de Minas Gerais é contra federação partidária com o PSDB

Presidente da sigla no Estado, João Vítor Xavier afirma que a posição é majoritária entre os diretórios estaduais e que possibilidade deve ser “sepultada” até o fim da próxima semana

O presidente do Cidadania em Minas Gerais, João Vítor Xavier (Cidadania), disse nesta quinta-feira (27) que o diretório estadual da sigla é contra formar uma federação partidária com o PSDB, possibilidade que está sendo discutida a nível nacional entre os dois partidos. Também nesta quinta-feira o PSDB divulgou que houve avanços para que a aliança seja fechada.

“O Cidadania de Minas é contra. Nós já nos manifestamos na reunião da Executiva do partido na semana passada. Deixamos nossa posição muito clara para a presidência nacional do partido e para os companheiros dos outros estados”, disse ao Aparte. “Há uma resistência muito grande de uma parte muito importante do país. A gente espera que até o final da próxima semana essa possibilidade já esteja sepultada”.

Segundo ele, dos 24 diretórios estaduais que participaram da reunião, 16 se manifestaram contrários a fazer federação com o PSDB, o que torna a posição majoritária dentro da legenda.

A federação partidária permite que os partidos se unam para disputar a eleição. Porém, ao contrário das coligações, quando a aliança era desfeita após o pleito, as siglas são obrigadas a atuar de forma conjunta durante os quatro anos de mandato e não há possibilidade de rompimento antes desse prazo. Na prática, os partidos atuam como um só a nível federal, estadual e municipal.

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De acordo com João Vítor Xavier, diversos estados importantes para o Cidadania, como a Paraíba, onde governa o Estado; Sergipe, onde tem um senador eleito, e Goiás, estado no qual o vice-governador é filiado à sigla, são contra a federação. 

Por outro lado, o Cidadania de São Paulo é o mais interessado na formação da federação pois tem boa relação com o governador João Doria e com o vice, Rodrigo Garcia, que será o candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes.

“Não há nenhuma crítica quanto ao desejo de companheiros do Cidadania de São Paulo quererem se alinhar ao PSDB. É legítimo, faz parte do jogo e respeitamos. […] [Mas] Há uma posição clara que isso só atende o interesse de São Paulo e não atende o interesse da maioria esmagadora do país”, disse João Vítor. 

Ele avalia que a federação seria “extremamente danosa” para o Cidadania de Minas Gerais, que lançará chapa para deputado federal e para deputado estadual. “Vamos eleger de dois a três deputados federais com 35 mil votos e vamos eleger de três a quatro deputados estaduais com 25 mil votos”, projeta.

Já o PSDB, de acordo com ele, é um partido onde será necessário de 90 mil a 100 mil votos para o candidato se eleger como deputado federal e de 70 mil votos para vencer a disputa para deputado estadual. “Nós não vamos servir de rabo de chapa para o PSDB. O nosso projeto é autônomo e independente”, declarou

Além da questão eleitoral, há também divergências ideológicas. O próprio João Vítor Xavier deixou o PSDB em 2019 citando este motivo. Na época, os tucanos aceitaram fazer parte da base do governo Zema na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e assumiram a liderança de Governo. Já o Cidadania integra o bloco independente.

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Jornalista Dom Lele Botelho

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