Rosângela Reis alerta que devido ao isolamento social imposto pela pandemia, a mulher ganhou ainda mais sobrecarga em sua rotina

O cenário imposto pela pandemia da Covid-19 pode impactar mais as mulheres do que os homens. É o que alerta a deputada estadual Rosângela Reis, membro da Comissão dos Direitos da Mulher na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e a mulher com mais mandatos consecutivos no parlamento mineiro.
Rosângela Reis alerta que devido ao isolamento social imposto pela pandemia, a mulher ganhou ainda mais sobrecarga em sua rotina. Ela explica que muitas, em situação de home-office, agora precisam fazer jornadas triplas, cuidado da casa, do trabalho e ainda dos filhos, que estão longe das escolas há meses.
“Essas mulheres assumem mais tarefas domésticas, além de precisar estarem mais presentes no ensino dos filhos, que ficaram mais de um ano sem aulas. Isso tudo, trabalhando remotamente e sem a ajuda dos parceiros em casa. Isso tudo sem contar o aumento de casos de violência doméstica dentro dos domicílios”, afirma a deputada estadual.
A parlamentar afirma que todos esses fatores de estresse podem impactar mais as mulheres, tanto fisicamente quanto psicologicamente. A deputada ainda relata a situação delicada de mulheres que possuem dependência financeira dos companheiros, pois elas ficam submissas nesse tipo de cenário de pandemia.
Como medida para auxiliar as mulheres, Rosângela protocolou o Projeto de Lei 1.536/2020, que busca destinar 5% das vagas de emprego das empresas prestadoras de serviços contratadas pelo Estado, às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estejam sob medida protetiva.
Em 7 de agosto de 2018, Rosângela Reis alcançou mais uma conquista para o empoderamento feminino. Ela foi coautora do requerimento que tornou a comissão das Mulheres em Permanente, além ter participado na elaboração de importantes projetos como o Projeto de Lei (PLC 31/2007) , que aumentou de quatro para seis meses o tempo de licença maternidade das servidoras públicas do estado de Minas Gerais.
Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar de serem 51,8% da população e 52% do eleitorado brasileiro, as mulheres representam só 16% das eleitas nas câmaras municipais e 12% das prefeitas. Dentre as 77 vagas no parlamento mineiro, apenas nove são ocupadas por representantes femininas.
